Pensão por morte vitalícia para filho autista: entenda como funciona

autismo

 

A pensão por morte é um dos principais benefícios do INSS, garantindo apoio financeiro aos dependentes do segurado falecido. No caso de filhos com deficiência, incluindo aqueles que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a lei assegura proteção diferenciada.Isso significa que, quando comprovada a condição de deficiência, o filho autista pode ter direito a uma pensão vitalícia, ou seja, um benefício pago por toda a vida, sem limite de idade.

Quem tem direito à pensão por morte do INSS?

A Lei nº 8.213/1991 organiza os dependentes do segurado falecido em diferentes classes. Os da primeira classe têm prioridade no recebimento do benefício, e incluem:

  • Cônjuge ou companheiro(a);
  • Filhos não emancipados menores de 21 anos;
  • Filhos de qualquer idade que sejam inválidos ou tenham deficiência intelectual, mental ou grave.

É nessa última categoria que se enquadram os filhos com autismo, desde que seja comprovada a deficiência que afeta sua autonomia e capacidade de sustento.

pensão por morte

Autismo garante pensão vitalícia?

Sim. Filhos autistas têm direito à pensão por morte vitalícia, desde que apresentem documentação médica comprovando a condição.

Alguns pontos importantes:

  • Não há limite de idade para pedir o benefício;
  • A deficiência deve existir antes do falecimento do segurado;
  • O reconhecimento é feito por perícia médica do INSS ou por laudos médicos completos.

Isso significa que, diferentemente dos filhos sem deficiência, que deixam de receber a pensão aos 21 anos, o filho autista pode continuar recebendo o benefício pelo resto da vida.

A importância do laudo médico

O laudo médico é o documento mais importante no processo. Ele deve conter:

  • CID (Classificação Internacional de Doenças) referente ao TEA;
  • Descrição detalhada das limitações funcionais;
  • Grau de severidade (leve, moderado ou grave);
  • Informação sobre dependência para atividades do dia a dia.

Um laudo bem elaborado aumenta significativamente as chances de o pedido ser aceito pelo INSS.

O que fazer se o INSS negar o pedido?

Apesar da previsão legal, existem casos em que o INSS nega a pensão vitalícia para filhos autistas, alegando que o grau de autismo não caracteriza deficiência grave.

Nessas situações, é possível:

  1. Apresentar recurso administrativo dentro do próprio INSS;
  2. Ingressar com ação judicial, solicitando nova perícia e o reconhecimento do direito.

Os tribunais já têm reconhecido o direito à pensão vitalícia para filhos autistas, especialmente quando há documentação médica consistente.

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